M U I T O G R O S S O
*MUITOGROSSOpoucofinoANTITUDOcontranada* Um blogue de criticas existenciais e existêncialistas..., e outras coisas mais, que podem cheirar muito mal, e saber bem pior!
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Publicação em destaque
14 julho 2026
22 maio 2026
Retornados e Espoliados de Angola 1975
Memória | Descolonização
Entre 1974 e 1976, cerca de meio milhão de portugueses chegou a uma metrópole em revolução vindo de Angola. Vinham com uma mala de cartão, um filho ao colo e um nome que nunca pediram: “retornados”. Muitos, ainda hoje, preferem chamar-se espoliados — porque não voltaram, foram expulsos, e perderam tudo.
Não foi um regresso. Para a maioria dos que nasceram em Nova Lisboa, Sá da Bandeira ou Carmona, Portugal era um país estrangeiro. Aterrariam em Lisboa entre julho e novembro de 1975, no meio da maior ponte aérea civil da história, para encontrar um país sem casas, sem emprego e, muitas vezes, sem vontade de os receber.
Os números
Os números ainda são discutidos, mas as ordens de grandeza são consensuais. Do total de cerca de 500 a 600 mil pessoas que chegaram das ex-colónias entre 1974 e 1976, mais de 300 mil vieram apenas de Angola, a grande maioria em quatro meses de 1975.
A “ponte aérea” organizada pela TAP, com apoio da Força Aérea Portuguesa e de aviões fretados, realizou mais de 900 voos entre Luanda (aeroporto Craveiro Lopes) e Lisboa, entre julho e novembro de 1975. Só em setembro, desembarcaram em Lisboa mais de 4.000 pessoas por dia. Vinham com o bilhete oferecido pelo Estado, autorizado um máximo de 20 quilos de bagagem e 5.000 escudos no bolso — o resto ficava.
Eram brancos, mestiços e negros com cartão de cidadão português; eram madeirenses do café, transmontanos do comércio, angolanos de segunda geração, funcionários públicos, tropa e colonos pobres do mato. Todos couberam na mesma palavra redutora.
O Estado que acolheu
Portugal em 1975 não tinha Estado para acolher ninguém. Vivia o PREC, com saneamentos, ocupações, escassez e um governo provisório. Foi criado à pressa, em março de 1975, o IARN — Instituto de Apoio ao Retorno de Nacionais.
O IARN requisitou pensões, hotéis de Lisboa, Estoril e Porto, antigas casernas, seminários e até a Estância de Férias do INATEL. Famílias inteiras viveram meses em quartos de hotel com refeições de sopa e carapau. A integração foi feita sem indemnizações: o Estado português nunca reconheceu o direito à compensação pelos bens deixados em Angola, nacionalizados após a independência.
Foi nesse vazio que nasceu o estigma. Para parte da esquerda revolucionária, eram “colonialistas” e “pides”. Para a população, eram concorrentes na habitação e no emprego. A palavra “retornado” tornou-se um insulto durante anos.
Os jovens que ficaram
Nem todos embarcaram. Milhares de jovens, sobretudo filhos de colonos nascidos em Angola, recusaram sair. Não se sentiam portugueses de Portugal, sentiam-se angolanos. Quando a guerra civil rebentou entre MPLA, FNLA e UNITA, muitos pegaram em armas.
Alguns integraram-se nas milícias da FNLA no norte, outros seguiram Jonas Savimbi para o planalto central da UNITA, e outros ainda ficaram nas fazendas para defender o que era seu. Foram depois capturados, desapareceram ou acabariam por sair anos mais tarde pela Zâmbia ou Namíbia, já sem nada.
“Eu tinha 19 anos, nasci no Huambo e nunca tinha posto os pés em Portugal. Quando os meus pais entraram à força no avião da TAP em setembro, eu fiquei. Não era pelo MPLA nem por Portugal, era pela minha terra. Fui para a UNITA com outros miúdos como eu. Em Lisboa, anos depois, chamaram-me mercenário. Em Angola, sempre fui o ‘colono’. Fiquei sem os dois lados.”
Os barrados na ponte aérea
A ponte aérea não foi para todos. O critério oficial era a nacionalidade portuguesa, mas na prática funcionou uma triagem racial e social no aeroporto de Luanda. Embarcavam primeiro os “portugueses de origem europeia”.
Mulheres negras casadas com portugueses, filhos mestiços, assimilados com bilhete antigo e trabalhadores angolanos que tinham vivido toda a vida para famílias portuguesas foram barrados vezes sem conta. Muitas famílias foram separadas na fila. Foi preciso suborno, cunhas e gritaria para passar.
“No Craveiro Lopes estavam militares portugueses a mandar nas filas. Disseram-me alto: ‘O senhor é português, pode embarcar. A sua mulher e os meninos não’. A minha mulher era negra, de Malanje, casados há quinze anos. Os meus filhos, mestiços, com bilhete de Luanda. Tive de ficar três dias no aeroporto a implorar. Só embarcámos porque um vizinho da TAP nos meteu como ‘bagagem de porão’. Foi assim que viemos, como se fôssemos carga.”
Estima-se que dezenas de milhares de angolanos com direito à nacionalidade tenham ficado para trás por discriminação na ponte aérea, muitos dos quais seriam perseguidos depois da independência.
Os estrangeiros de todos os lados
Em Angola, eram os “brancos de segunda”, os colonos. Em Portugal, passaram a ser os “angolanos”, os que falavam alto, os que abriram cafés e se deram bem depressa demais. Essa dupla estrangeiria marcou uma geração inteira.
Chamar-lhes “retornados” foi um erro histórico. A maior parte nunca tinha “tornado” a lugar algum. Eram espoliados: perderam casas, fazendas, fábricas, poupanças e cemitérios de família sem nunca receberem um escudo de indemnização do Estado português ou angolano.
Integraram-se, apesar de tudo, com uma velocidade notável. Em dez anos, deixaram o IARN, compraram casa, criaram empresas e mudaram a economia das periferias de Lisboa e do Norte. Mas levaram consigo uma memória que raramente foi ouvida: a de um despojo feito em nome da descolonização exemplar, mas que na prática foi caótica, improvisada e profundamente injusta para quem ficou no meio.
Cronologia 1974–1976
25 de Abril de 1974Revolução dos Cravos. O Programa do MFA prevê o direito à autodeterminação das colónias.
Julho 1974 – Janeiro 1975Éxodo silencioso. Primeiras saídas de Angola por medo, após o Acordo do Alvor. Cerca de 30 mil chegam a Lisboa até dezembro.
31 de Janeiro de 1975Acordo do Alvor. Independência de Angola marcada para 11 de novembro de 1975 com governo de transição MPLA/FNLA/UNITA.
Março – Julho 1975Guerra civil em Luanda. FNLA ataca, MPLA resiste com apoio cubano. Pânico generalizado entre a população branca e mestiça.
17 de Julho – 3 de Novembro 1975Ponte Aérea Luanda-Lisboa. Mais de 905 voos da TAP e FAP transportam cerca de 140.000 pessoas em 4 meses.
11 de Novembro de 1975Independência de Angola. O MPLA proclama a República Popular de Angola em Luanda. Últimos voos de emergência.
1976Encerramento gradual do IARN. Famílias ainda em hotéis são realojadas em bairros sociais como o da Quinta das Laranjeiras e Santo António dos Cavaleiros. Começa a longa batalha jurídica dos espoliados.
Este artigo foi escrito a partir de testemunhos orais, arquivos do IARN e documentação da Cruz Vermelha Portuguesa. Se a sua família viveu a ponte aérea de 1975, deixe o seu testemunho nos comentários. A memória dos retornados e espoliados é parte essencial da história recente de Portugal.
27 março 2026
12 janeiro 2026
04 maio 2024
02 maio 2024
21 abril 2024
14 março 2024
XII CONGRESSODO PARTIDO SOCIALISTA
Parque das Nações Pavilhão Atlântico – ano 2001
Intervenção do militante Renato Gomes Pereira
Delegado ao Congresso pela Póvoa de Varzim
CAMARADAS
Ainda
bem que o BILL GATES criou a Microsoft.
Agradeço-lhe
por isso.
E também à IBM.
Os computadores
e a navegação na internet, servem momentaneamente os princípios capitalistas da
globalização mas encerram em si, com a efectiva Globalização e a sua
proletarização, um ” cavalo de troia”, que a médio e a longo prazo levará à
queda desse mesmo capitalismo.
O Futuro é o Mundo
Global Associativo e Participativo
A
DEMOCRACIA VERDADEIRAMENTE PARTICIPATIVA
Desenganem-se
aqueles que pensam que o empresarialismo –O domínio empresarial- é o futuro.
O FUTURO É O HOMEM
INTERACTIVO.
O TRABALHO INDEPENDENTE (comercio,
indústria, serviços e agricultura) e todas as suas implicações sociais,
económicas e politicas, deve ser especialmente pensado e cuidado pelo Partido
Socialista.
PORTUGAL PELA
POSITIVA, não será nunca e apenas um Portugal Assalariado,ou ao serviço de um
qualquer capitalismo oumultinacionalismo, seja ele resultante da “Fortaleza
europeia” ou deoutra força económica mundial.
Há que pensar
nisto camaradas, e começar a organizar o partido demodo a dar voz aos cidadãos e
não só aos militantes e aos assalariados, se não quiser Perder o Futuro.
POR UM PS
ABERTO E RENOVADO
POR PORTUGAL
SOLIDÁRIO
Renato Gomes Pereira
XII CONGRESSODO PARTIDO SOCIALISTA
Parque das Nações Pavilhão Atlântico – ano 2001
Intervenção do militante Renato Gomes Pereira
Delegado ao Congresso pela Póvoa de Varzim
CAMARADAS
Ainda
bem que o BILL GATES criou a Microsoft.
Agradeço-lhe
por isso.
E também à IBM.
Os computadores
e a navegação na internet, servem momentaneamente os princípios capitalistas da
globalização mas encerram em si, com a efectiva Globalização e a sua
proletarização, um ” cavalo de troia”, que a médio e a longo prazo levará à
queda desse mesmo capitalismo.
O Futuro é o Mundo
Global Associativo e Participativo
A
DEMOCRACIA VERDADEIRAMENTE PARTICIPATIVA
Desenganem-se
aqueles que pensam que o empresarialismo –O domínio empresarial- é o futuro.
O FUTURO É O HOMEM
INTERACTIVO.
O TRABALHO INDEPENDENTE (comercio,
indústria, serviços e agricultura) e todas as suas implicações sociais,
económicas e politicas, deve ser especialmente pensado e cuidado pelo Partido
Socialista.
PORTUGAL PELA
POSITIVA, não será nunca e apenas um Portugal Assalariado,ou ao serviço de um
qualquer capitalismo oumultinacionalismo, seja ele resultante da “Fortaleza
europeia” ou deoutra força económica mundial.
Há que pensar
nisto camaradas, e começar a organizar o partido demodo a dar voz aos cidadãos e
não só aos militantes e aos assalariados, se não quiser Perder o Futuro.
POR UM PS
ABERTO E RENOVADO
POR PORTUGAL
SOLIDÁRIO
Renato Gomes Pereira
17 dezembro 2023
01 novembro 2022
GUERRA E MORTE
Na Guerra podre.
Não há irmão,
Rico ou pobre,
Nem Salvação
A fome é muita,
a Raiva é feroz.
Nem ouro nem prata
Ninguém tem voz
mandam as Máquinas,
explodem as Bombas,
comandam os Loucos,
implodem os prédios.
Óh Vil Natureza,
Ecológica Limpeza...
Tudo é Morte
Nada resiste !
Póvoa de Varzim, 13 de Outubro de 2022
20 junho 2022
28 fevereiro 2022
"ARMA QUÍMICA"
Tenho a alma em farrapos
alguns acorrentados à escrita
"Saramagam-se Putinamente"
eu, choro por dentro e por fora..
Lembro a Maria da Fonte dos Combatentes
truncada num tanque soviético
na Cubanizada Angola
Mplalizada e Leninizada
O drama das "trouxas"
na Imagem do Aurelino
"retorno" cuspido
nos nossos rostos livres
Eu. choro por dentro e por fora
E nesta Liberdade conquistada em Novembro
Os cravos de abril são rosas de porcelana
num outono cândido e seco
velha Primavera de Praga repetida em Kiev
Eu Choro por dentro e por fora
Ucrânia Livre aqui e agora !
Renato Pereira PVZ 28-02-2022
04 outubro 2021
13 fevereiro 2019
A SABEDORIA e a CÁTEDRA
Não vamos aqui falar de hortaliça.Mas até podíamos. Porque se relaciona com Cultura e Educação.
As Universidades estão cheias de alunos e professores. Claro que sem desprimor para uns e para outros, há todo um outro saber que não se ensina nas universidades, nem lá se investiga. Refiro-me àquela experiência subjectiva de cada um e de cada qual, a que é como chamar-se a "Universidade da Vida" ... Poucos de nós na labuta diária consegue encontrar tempo para escrever---eu sei que muita gente perde horas diáriamente nas redes sociais a mandar "bitaites", que se fossem coligidos davam "best-sellers" - mão não me refiro a isso... Refiro-me a escrever um livro com cabeça tronco e membros... Uma obra de uma vida...
Como gostaria de poder parar...pensar...pensar...caminhar, caminhar...e depois escrever a a Minha Obra. E publicá-la. Bastava que alguns a lessem mesmo... E se interessassem por ela a valer...
Que felicidade devem ter os catedráticos... Será que fazem ideia do que a vida lhes proporcionou ?
Renato Pereira, aos 12 de Fevereiro de 2019 -- Em ARGIVAI - Póvoa de Varzim
SEM CORRENTES NA ESCRITA
E NA ESCRITA SEM CORRENTES...
12 fevereiro 2019
18 outubro 2018
VIVER POETA
VIVER POETA Não escrever. Não dizer, sim, ser poeta No dia a dia da vida SER POETA Na poesia da vida, ser poeta; Luz, Sombra, Arte, Sangue Suor, Obra, dum poeta Ninguém pode vender ou comprar a Vida A arte não é publicável ou negociável O poeta não faz, não transforma, não executa, não muda, nem cria O poeta permanece sempre poeta, põe e não dispõe da poesia. A noite, a lua, o sol, a chuva a terra, o mar, a morte, o podre são do poeta a força e a fraqueza. Renato Gomes Pereira Porto, 18-10-2018 |
24 abril 2017
18 março 2017
18 fevereiro 2017
O PREÇO JUSTO
QUEM CRIOU O EURO criou também as chamadas moedas pretas… Logo a moeda mais pequena serve para comprar o que é essencial à vida de cada pessoa …O Pão…
QUEM CRIOU O EURO criou também as notas… Logo a nota maior é de a 500…serve para pgara um salario máximo mensal, uma pensão máxima mensal…
QUEM CRIOU O EURO criou uma moeda estável---significando isso não haver inflacção nem deflacção, e muito menos especulação
QUEM CRIOU O EURO , não pretendia que o valor das coisas no mercado fosse 10 ou mais vezes superior ao valor facial da moeda editada…
POR ISSO BAIXEM OS PREÇOS…
25 janeiro 2017
OS ZAROLHOS E OS DEPUTADOS
QUAL PEC E QUAL TSU …BAIXEM É OS PREÇOS
Basta Baixar dez euros no preço do gaz de garrafa,
ou no preço da água, da luz, ou dos géneros da cesta
básica para que o aumento real do salário minimo
seja muito superior a essa miséria de aumento
concertada entre a burguesia dos patrões e
a dos sindicatos…
15 janeiro 2017
DA GUERRA E DA PAZ–Terroristas Económicos
O Aumento dos preços é um acto deliberado de “terrorismo económico” … Quem aumenta preços é um “bombista económico” …Não parece letal mas é-o e mais profundamente danificador de toda a vida societária do que um “terrorista dos outros que se imola e mata sete inocentes”.. O Terrorista Económico, mata milhões , mas disfarçadamente como se não fosse terrorista…
24 dezembro 2016
BOM NATAL e Feliz Ano Novo
baseado no Presépio nº 143 elaborado por René Adão
e exposto na EB2/3 Vieira de Carvalho/Maia
visões de outros ângulos
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